CPI dos Transportes Escolares de Caetité: Fique por dentro dos trabalhos

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NEN de Dácio, presidente da Comissão, usou da Tribuna na noite desta segunda-feira (5) e rebate argumentos do autor da ação movida pela testemunha Júnior Ribeiro

Na última sexta-feira (2), a Justiça suspendeu liminarmente o processamento da CPI instalada pela Câmara de Vereadores de Caetité para apurar fatos que envolvem a contratação do transporte escolar municipal.

A decisão acatou provisoriamente as alegações de Mendes Ailson Ferreira Ribeiro Júnior (Júnior Ribeiro), que se colocou na condição de investigado. Mendes tinha sido convocado a depor na condição de testemunha, pelo fato de ter seus dados no cartão de CNPJ de uma das empresas contratadas pela Prefeitura.

Na sessão em que foi ouvido, Júnior Ribeiro, candidato derrotado a vereador, admitiu ser amigo íntimo do prefeito Valtécio Aguiar. Ribeiro também questiona o fato de o vereador Jorge Ladeia não ser o presidente da Comissão, já que foi o autor da representação protocolada no Ministério Público Federal, denunciando a possível prática de ilícitos pelo prefeito. Para Júnior Ribeiro, o Regimento Interno da Câmara não foi obedecido nesta parte.

O vereador NEN de Dácio, presidente da Comissão, rebate os argumentos do autor da ação. Diz que o Júnior Ribeiro confundiu o autor da “representação” com o autor do “requerimento” de abertura da CPI: “fui eu quem requeri a abertura da investigação, não o vereador Jorge Ladeia”. O presidente acredita que após prestados os devidos esclarecimentos à Justiça os trabalhos poderão ser retomados. Para o vereador, a decisão da Justiça surpreendeu o Poder Legislativo Caetiteense, principalmente depois de surgir somente ao final das investigações, quando é grande a expectativa da população. “Todos acompanham vigilantes a atuação dos vereadores em derredor de fatos que são muitos graves, se comprovados”, declara. Lembra que é a primeira vez que uma CPI foi instalada em Caetité e que o Poder Legislativo apenas cumpre seu papel fiscalizatório.